27 dezembro 2007

Coisas de Homem Vol. 13

Queridos, sempre pensei que a expressão "Isso é coisa de homem" era uma invenção das feministas que queimaram sutians (O_o) nos EUA na década de 50 (acho, estou desinformado!).

Mas eu senti na pele isso hoje. O simples fato de não pedir uma informação me dexou em maus bocados (Daí o tema de hoje).

Levanto de minha cama, e vejo que não me sinto muito bem (novidade! \o/), deitei mais um pouco e resolvi sair e fazer as milhares de coisas que tinha para fazer,(na verdade eram 3).
Primeiro tinha que ir ao Polpa Tempo, mas ainda não entendi porque tem esse nome, já que a fila estava maior que a do congestionamento na Via Anchieta!

Acabei desistindo, como todo amante de fila eu fui correndo fazer as demais obrigações. Decidi então buscar um livro no Ibirapuera. Tarefa fácil para um simples mortal, mas como diria o ditado que ouvi esses dias "se você pode complicar, para que facilitar?". Com esse lema na cabeça me enfiei no ônibus Quarto Centenário, "Tem uma pessoa que conheço que pega esse ônibus para ir pro serviço, não tem erro", pensei.

O trajeto ia beleza, estava ouvindo O Teatro Mágico e como todo aspirante a musico tocava meu Air Baixo, Air Guitarra e até Air Piano, ou seja o caminho era de menos...

Quando dei por mim, estava na Av. Ruben Berta em frente ao Aeroporto de Congonhas, (Estou pensando seriamente em processar o tal Rubens, porque sua avenidazinha me ferrou! Olha ele hein!), cantando "Só enquanto eu respirar vou me lembrar de voooooocê, só enquanto eu respiraaaaaar". Um pensamento triste me passou pela cabeça...

"Meu deus, vou ficar preso para sempre aqui no Aeroporto, e ainda por cima a última música que vou ouvir vai ser Teatro, que triste..."

Tratei então de fazer a coisa que qualquer um em meu lugar faria, desci o ônibus e, (claro, se for mulher faria certo!) atravessei a avenida do Seu Rubens e peguei o primeiro ônibus que iria para Moema que vi. O detalhe que deixei de lado, eu já estava em Moema, ou seja, continuaria em Moema DÃÃÃÃÃÃÃÃ.

Entrei em um, nem vi o nome, só queria ir para a Avenida Ibirapuera...VAMO QUE VAMO!

Reparei que o busão fez uma voltinha e enquanto todos estavam destraídos com o dia ensolarado e sem nuvens que o nosso criador nos dava, ele voltou ao sentido que eu tinha saido (EEEEEEEEEBA o/). Beleeeeza, como qualquer um em meu lugar, eu desci num ponto mais na frente (claro, não daria o gostinho para as pessoas que estavam no ponto antes de mim de me ver voltar ao ponto A! NUNCA JAMAS!).

Dessa vez joguei meu orgulho longe e pensei "Vou perguntar...desisto...". Mas o Deus do orgulho masculino me deu uma forcinha, eis que surge um ônibus Praça da Sé. Eu olhei para o altíssimo e dei uma piscadela. Com um ar soberano entrei TRIUNFANTE no veículo automotor e falei para o cobrador...

"Esse ônibus vai para o centro certo? Perto do Largo São Francisco! (Quase um guia ambulante! VIVA!)"

Dentro do ônibus sentei e ainda vi uma discussão:

-Porque você está indo na frente tão rápido? Disse o cara
-Não estou, tô normal, retruca a mulher
-Tá vendo, dá abertura fica nisso, elas querem tomar conta de tudo. Dá a mão elas querem o corpo todo. E ainda por cima querem igualdade... completou o cara tomando a frente da moça

-Que coisa que cara estúpido, comenta o cobrador
-Coisas de homem, coisas de homem, encerra esse que vos fala!

Depois dessa, voltei para casa para ir de carro mesmo, até chamei minha irmã, (claro se perder com alguém é melhor, tem uma pessoa para colocar a culpa!). No fim, só peguei o tal livro umas 8 da noite...pelo menos o esforço foi recompensado...recebi um SORRISO!


Não tem jeito, homem não pergunta. Pode estar perdido no deserto do Saara, mas não pergunta. Eu tenho um agravante, principalmente de carro, o senso de direção. Mas isso é assunto para outro dia...por enquanto, vou me recuperar da via sacra!!!!!!


  • Moral da História:
Um homem perdido sempre recebe uma forcinha dos deuses das vias públicas!
Mas as vezes nem eles podem nos ajudar!

  • Motivo da aventura:
Livro, "A História das Teorias da Comunicação"
Armand e Michèle Mattelart



TÁ LOCO VIU....

2 comentários:

Camila Caringe disse...

Tá vendo... O livro nem era pra você, mas pelo menos a aventura teve uma lição de moral (igual aqueles contos infantis)!

Daqui a pouco você vai se graduar em autores de Comunicação sem ter lido um único título! rsrs...

Eu achei bom que isso tenha acontecido! Você poderia ter ido e voltado bem mais rápido se tivesse sido mais esperto...

But... living and learning, my dear...

E espero que tenha realmente aprendido!

Besta!

Bjo!

Lavaburn disse...

São Paulo é uma cidade muito grande e complicada mas tem muitas coisas que não percebemos no dia a dia. Eu descubro algo novo sempre que circulo sem pressa pela cidade. talvez essa sua aventura seja uma oportunidade para conhecer melhor a cidade em que vivemos, afinal isso já aconteceu com todos nós e é se perdendo que aprendemos como andar nesta cidade.

Palavra de um ex-officeboy.